Devemos tomá-las? E se a Anvisa liberar, quer dizer que é segura?
A pergunta que mais escutei nesses dias foi
— E aí, doutor! E a Vacina? Devo tomá-la?
Nesse momento, olho pro paciente, dou aquela risada no canto da boca e penso “Senta que lá vem a história”
Sempre começo falando um tópico muito importante. Poucas intervenções médicas fizeram tanta diferença no mundo quanto as vacinas. Geralmente é um tratamento altamente eficaz e com muito pouco efeito colateral.
Então, qual o problema?
O problema é que temos duas dúvidas sobre as vacinas atuais. A vacina da Pfizer e da Moderna que mostraram alta eficácia nos estudos são vacinas de tecnologias bem novas e não a testamos por um período prolongado.
E as vacinas de tecnologias já conhecidas como a de vírus inativadoa, representada no Brasil pela Sinovac, ainda não tem dado de eficácia.
E se a Anvisa liberar quer dizer que isso está resolvido? Claro que não!
— Então, não deveriam liberar!!!
— Calma, não é bem assim!!
Vivemos uma crise humanitária onde não aguentamos mais tal situação. Vacinas SEMPRE se mostraram seguras. Pode ser que não reduza as infecções, mas é provável que reduza a mortalidade. É provável.
Assim, como aqueles que defenderam cloroquina no começo, com a ideia que a pouca evidência era superado pela crise, a vacina também entra nesse quesito, mas sendo um tratamento mais eficaz a princípio (as que provaram!) contudo mais caro!
A irresponsabilidade em relação a vacina não é relacionado a saúde. É um problema moral e político. O que piora toda a discussão saudável e necessária nesse momento.
Responsável técnico: Dr Danilo de Souza Aranha CRM 123461









