Você já viu ou frequentou os serviços preventivos existentes? Reparou ou teve a sensação que eles são fábricas de exames que apenas avaliam se a doença já chegou? Ou uma fábrica de orientações sobre a necessidade de mudar o seu estilo de vida, mas não fazem o mais importante que é a participação na mudança?
Muitas vezes, conseguem trazer uma falsa sensação de “dever cumprido” onde a pessoa pelo simples de não ter nada naquele momento se sente endossada a continuar cometendo tudo aquilo que o empurra para doença. “Ora, se estou fazendo tudo errado e meus exames estão bons, vou continuar fazendo tudo da mesma forma.”
Claro que os exames são importantes. É provável que em pouco tempo consigamos detectar cânceres de forma muito mais precoce com alta tecnologia. como a biopsia liquida, análise genética de polimorfismos que nos orientarão aqueles que devem ter a tal mudança muito mais efetiva. Contudo, você ainda precisará mudar.
A prevenção deveria ser iniciada durante a gestação. Mulheres em idade fértil deveriam ter todo o suporte do mundo para conseguir fazer a alimentação saudável que conseguisse. É isso que você vê? Não há ser mais estressado e vilipendiado que mulheres em idade fértil com filhos e no emprego.
Prevenção deveria vir junto com a educação infantil em casa, na escola. Nos hábitos ao longo do crescimento. Prevenção deveria ser parte ativa da mudança dos pais para não impactar os filhos. Como fazer isso, na vida corrida que temos hoje em dia?
Prevenção deveria ter no entendimento que hábitos saudáveis e atividade física, não se consegue apenas com um querer. Não é só uma questão de vontade. Não é só virtude.
Mas porque não é só virtude? E como fazemos para mudar?









