No Obesity Week que iniciou essa semana, na palestra de abertura conferida pelo presidente da Obesity Society, Lee M. Kaplan, ele deixou uma clara mensagem que a obesidade é uma doença que causa alterações fisiológicas, além de outras doenças e diminui a saúde. Apesar de sabermos a relação da obesidade com as doenças cardiovasculares, ainda carece de provas se obesidade é realmente um fator causal para o câncer. Sabemos que há uma forte correlação e podemos relacionar com diversos mecanismos como aumento do estrógeno no câncer de mama e ovário, no aumento da glicemia e insulina em tumores como o pancreático e outros canceres. Além disso, falta evidência que a mudança de estilo de vida pura e simples muda o risco de câncer. Mas será que isso não pode ser devido ao fracasso de obter tais hábitos saudáveis apenas com os breves sermões de “coma direito e faça atividade física”? Isso fica mais claro nos estudos com cirurgia bariátrica onde as perdas de peso são bem maiores e o benefício para a redução do risco. Isso porque enquanto na cirurgia bariátrica a maioria perde mais 20% do peso corporal, na dieta e atividade a maioria não chega a 5% de mudança de peso corporal com péssima manutenção dessa perda. Tratar prevenção e saúde apenas como mera vontade individual e falta de vergonha na cara é não entender toda a complexidade que esse assunto exige.
Tirar o peso das costas e descobrir o caminho é uma obrigação de quem quer ajudar a prevenir e a construir saúde.
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