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Sobre o amar e o cuidar

Sobre o amar e o cuidar
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Hoje fala-se muito em auto compaixão e auto cuidado.

Mas e o outro, como fica nessa história?

A história da humanidade foi marcada pela proposta de Cristo – da construção de relações humanas com mais amor. Tal proposta é evidenciada no segundo mandamento: “amarás o teu próximo como a ti mesmo”. Ou seja, para amar o outro, pressupõe que você antes ame a si mesmo. E de que forma? “como a ti mesmo” – de forma equilibrada na prática desse amor direcionado a você e ao outro.

Uma das terapias atuais, a Focada na Compaixão, tem como um dos seus principais objetivos treinar o paciente para que ele seja capaz de auto acolher-se, auto tranquilizar-se, vivenciar sentimentos de compaixão. Ao desenvolver uma relação consigo mesmo de acolhimento, não julgamento e auto cuidado, isso se refletirá no desenvolvimento de um olhar mais compassivo para o outro, bem como na prática também do cuidado maior com quem você se relaciona.

Mas somos tão diferentes, será que as pessoas mais compassivas e cuidadosas com o próximo são também as que mais se amam e se cuidam?

Não necessariamente. A questão é se essa é uma escolha consciente e como cada um, lida com ela ao se doar, doar seu tempo ao outro, no seu cuidado. Alguns buscam equilibrar a prática desse amor (entre o outro e si mesmo), outros encontram esse equilíbrio simplesmente no ato de amor ao próximo, ao refletir em si o bem que isso lhe gera.

O amar gera amor. Mas o importante é que essa escolha, se feita, deve ser de forma consciente.

Para alguns o ato de cuidar do outro faz parte de um ensinamento que vem desde a infância, do que recebeu de orientação dos pais, ou vivenciou de modelos aprendidos ao longo da vida.

Enquanto alguns escolhem por essa ação, outros só se dão conta que agem dessa forma sem refletir o motivo. Por isso, tem ainda outros que passam anos cuidando mais do outro do que de si, e quando se dão conta do desequilíbrio se tornam pessoas ressentidas, cobradoras, que ficam na espera de um retorno que pode nunca acontecer.

Mas se amar gera amor, o outro não deveria necessariamente retribuir de alguma forma? Cada um oferece aquilo que tem internamente, o que tem em seu coração e da forma que aprendeu ao longo da sua história de vida. Cabe a nós estar com o olhar atento para perceber, entender e receber. A prática da gratidão e da conexão com Deus nos faz perceber além do que nossos olhos podem ver.

De uns meses para cá tenho tido o privilégio de vivenciar o amor refletido no cuidado de algumas pessoas com outras. Tenho vivenciado esse amor e expressado a minha gratidão a cada dia a Deus por esse aprendizado. Nada é mais bonito e divino do que ver o ressentimento virar perdão por um ato de amor a alguém, ou a esperança e a fé serem renovadas pelo ato de amor de alguém que escolheu fazer a diferença na vida de outro em um momento difícil.

Amar a si e ao outro é uma decisão diária, é uma escolha, é também ação. Todo dia podemos decidir entre alimentar um vício que nós temos (que nos faz cuidar menos de nós ou dos outros) ou desenvolver uma virtude e gerar amor.

Para alguns é e será mais difícil do que para outros. Se você acha difícil, talvez possa se beneficiar da ajuda de um profissional.

Nós da LHS temos como missão cuidar, gerar valor ao outro. E convidamos você nesse momento a refletir e descobrir como você tem vivido e refletido esse amor na sua vida, na sua saúde física e emocional, nas suas decisões, nas suas ações, nas suas relações!

Foto de Paula Pegado MSc

Paula Pegado MSc